Tarmo Tuisk || Investigador e Especialista de Projeto
TalTech – Universidade Tecnológica de Tallinn || Estónia || 11000 estudantes and 1900 funcionários
Fala-nos um pouco sobre ti e sobre o teu projeto de investigação.
Chamo-me Tarmo Tuisk, sou investigador e especialista em projetos na Universidade de Tecnologia de Tallinn, na Estónia. A minha investigação centra-se em explorar as oportunidades de reutilização de elementos estruturais de edifícios antigos no desenvolvimento e na conceção de novos edifícios. Na Estónia, estamos a desenvolver uma plataforma online inovadora para facilitar a utilização deste tipo de elementos de construção. Além de recolhermos apenas a informação disponível, estamos também a desenvolver normas e certificados para este fim. Esta plataforma, enquanto produto, será útil como ferramenta prática para promotores imobiliários, municípios, projetistas e outras partes interessadas, e obviamente não apenas na Estónia ou na Europa, mas a nível internacional. Podem saber mais no site Reusing Old Buildings for Circular Construction.
Porque é que escolheste a UPTEC?
Escolhi o Porto porque aqui a construção de novos edifícios e a sua renovação estão em constante evolução. O desenvolvimento sustentável neste domínio é inevitável, devido ao elevado impacto ambiental dos processos relacionados com a construção e ao esgotamento dos recursos que se verifica aqui e em todo o lado. Na Universidade do Porto, existe investigação de excelência nas áreas da arquitetura e do design sustentável e, uma vez que a UPTEC facilita esta transferência de tecnologia para as empresas, fiquei interessado em visitá-la.
Que expectativas tinhas antes de começar a mobilidade no Porto?
Queria conhecer a aplicabilidade e as necessidades da ferramenta específica que desenvolvemos na TalTech, na Estónia. Tinha planeado contactar pessoas durante várias atividades no Porto, para estabelecer contactos com elas, nomeadamente com membros da universidade e também com promotores imobiliários, a fim de obter informações úteis da parte delas e de outras partes interessadas que pudessem contribuir para a minha investigação aqui.
E essas expectativas foram cumpridas?
Sim. Durante a minha estadia, participei na Escola de Verão SMAR3TS, onde conheci muitos investigadores e estudantes de doutoramento. O tema da escola de verão foi “Transições Regenerativas: Co-Conceção de Tecnologias, Ecossistemas e Impacto”, o que se enquadrava perfeitamente nos objetivos da minha estadia na UPTEC. Também participei numa equipa de estudantes focada na habitação, onde a nossa tarefa consistia em encontrar um cenário sobre como as questões relacionadas com a habitação poderiam ser resolvidas em Setúbal, que se tornou um subúrbio de Lisboa. Estes cinco dias em que trabalhámos nesta possível solução foram muito emocionantes e aprendi também muitas coisas para além da tarefa que nos foi atribuída. O mais importante foi ter estabelecido contactos com participantes da Austrália, Finlândia, Portugal, Espanha e até da Nova Zelândia. Também conheci investigadores locais e promotores imobiliários durante a minha estadia no Porto.
Com que outros stakeholders do ecossistema do Porto fizeste conexões?
Até agora, estabeleci vários contactos valiosos no Porto, incluindo investigadores do meio académico, e agora estou a preparar-me para reunir com promotores imobiliários. Estes contactos são fundamentais para contribuir para a minha investigação num contexto mais alargado.
O que é que gostaste mais desta experiência no Porto?
A UPTEC proporcionou-me oportunidades de interagir com um grupo diversificado de pessoas, sempre dispostas a ajudar. O Porto é uma cidade maravilhosa, com uma rica oferta cultural, histórica e gastronómica, que procurei aproveitar ao máximo.
Como continuará o teu projeto após a mobilidade no Porto?
Após o meu destacamento no Porto, vou reunir-me com a minha equipa de projeto na Estónia. Com base nas informações recolhidas aqui, iremos concentrar-nos no desenvolvimento e na conclusão do projeto local em Tallinn. Ao mesmo tempo, trouxe do Porto várias ideias para futuras investigações nesta área, nomeadamente sobre as especificidades que cada país pode apresentar no que diz respeito à sustentabilidade e à circularidade no desenvolvimento imobiliário.
26 de maio, 2026