Open Cosmos cria maior serviço de dados em tempo real baseado no espaço

A Open Cosmos, empresa instalada na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, anunciou o seu novo serviço global de Internet das Coisas (IoT) baseado no Espaço, que irá combinar a conectividade global de IoT com dados de observação da Terra em tempo real, para fornecer inteligência contextual a governos e instituições a nível mundial.

A Open Cosmos simplifica o acesso à órbita espacial, oferecendo um serviço completo e integrado para missões de satélites, desde o design e fabrico até ao lançamento e operações. Um dos pilares desta missão é a OpenConstellation, uma infraestrutura de satélites partilhada que ajuda organizações em variados setores a ter acesso a informações sobre o planeta Terra em tempo real.

Em toda a constelação Open Cosmos, cada satélite irá agora transportar uma carga útil de IoT integrada. Normalmente, estes sistemas são separados, com os dados a serem conectados em solo terrestre, mas no caso da empresa, os satélites podem observar, comunicar e acionar ações num único sistema integrado.

Atualmente, o conhecimento operacional em muitos serviços de IoT é ainda limitado. Embora os utilizadores possam receber dados sobre status e alertas que indiquem a ocorrência de um problema, muitas vezes não possuem a visibilidade necessária para compreender a dimensão, o contexto ou a urgência do problema. “Não vamos apenas fornecer os dados de um sensor; também forneceremos imagens para explicar as mudanças dos dados. À medida que a procura por monitorização global e infraestrutura continua a crescer, a nossa abordagem integrada representa um novo modelo de inteligência espacial”, assinala Danielle Edwards, VP de IoT da Open Cosmos.

Ao combinar dados de sensores IoT terrestres com imagens de satélite de alta velocidade, governos e indústrias em diferentes setores vão poder detetar eventos à medida que acontecem e compreender rapidamente o cenário real no terreno, seja gerindo ativos amplamente distribuídos, supervisionando infraestruturas críticas e locais operacionais, como redes de energia, serviços públicos e ferrovias, rastreando incêndios florestais ou monitorizando condições em alto-mar.

27 março 2026

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