Open Cosmos apresenta desenho final dos oito satélites espanhóis da Constelação Atlântica
Open Cosmos apresenta desenho final dos oito satélites espanhóis da Constelação Atlântica
A Open Cosmos, uma empresa instalada na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, apresentou o desenho final dos oito satélites espanhóis que farão parte da Constelação Atlântica (ESCA), durante o ESA Earth Observation Commercialisation Forum, em Sevilha.
A Constelação Atlântica, um programa impulsionado por Portugal e Espanha para reforçar as capacidades europeias de observação da Terra, colocará em órbita 16 satélites de última geração que vão operar de forma coordenada. A componente espanhola é liderada e coordenada pela Open Cosmos, que será responsável pelo desenho e construção dos oito satélites espanhóis. Gerido pela Agência Espacial Espanhola (AEE) em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA), o projeto é um programa de observação da Terra com um financiamento de cerca de 30 milhões de euros.
“Apresentar o desenho dos satélites é um ponto chave para o programa da complexidade e da ambição da ESCA. O sistema está pronto para dar o salto para a fase de produção e reflete o enorme trabalho conjunto da Open Cosmos e de todo o consórcio industrial e científico espanhol”, assinala Tiago Rebelo, CRO da Open Cosmos.
Os satélites do programa ESCA terão por base a plataforma de alta resolução da Open Cosmos, uma arquitetura que está a ser utilizada em mais de 40 satélites que estão neste momento em construção, muitos dos quais integram a Open Constellation – a infraestrutura de satélites partilhada criada pela Open Cosmos, que permite o acesso a informações sobre da Terra em tempo real. São microssatélites com cerca de 100 Kg, concebidos para oferecer elevado desempenho e fiabilidade em missões operacionais de observação do planeta.
“Este sistema dará acesso a dados de observação da Terra com acesso garantido sobre a Península Ibérica, fortalecendo a capacidade de monitorização e resposta a emergências, assim como a proteção do meio ambiente e a gestão eficiente do território”, conclui Cecilia Hernández, Diretora de Programas e Indústria da AEE.
Cada satélite integra um conjunto de cargas úteis complementares (VNIR, AIS, IoT e GNSS-R) que permitem captar informações precisas sobre a superfície terrestre e marítima. Esta tecnologia permitirá aos países aceder a informação essencial e de elevada precisão para apoiar a tomada de decisões estratégicas em áreas como a proteção ambiental, a gestão de catástrofes naturais, a prevenção de incêndios florestais e a resposta a emergências climáticas.
21 maio 2026

