Algoritmo que se adapta em tempo real, radar “through-wall” e Órgão-em-chip marcam 16.ª edição do Fraunhofer Portugal Challenge
Algoritmo que se adapta em tempo real, radar “through-wall” e Órgão-em-chip marcam 16.ª edição do Fraunhofer Portugal Challenge
O auditório do Fraunhofer Portugal-AICOS, sediado na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, recebeu em novembro a final da 16.ª edição do Fraunhofer Portugal Challenge, concurso anual de ideias de base tecnológica desenvolvido por estudantes de universidades portuguesas. O evento reuniu finalistas, investigadores, empresários e representantes do meio académico para celebrar a inovação científica com impacto na sociedade, num evento marcado pela partilha de conhecimento e ligação ao ecossistema de inovação.
O primeiro prémio da categoria Master Thesis Award foi entregue a Lara Sá Neves, que desenvolveu a sua tese na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e, atualmente, desenvolve um doutoramento no programa dual Carnegie Mellon University – Instituto Superior Técnico. A sua proposta, iHOMER, apresenta um algoritmo pioneiro capaz de aprender, reorganizar informação e ajustar classificações em tempo real, garantindo explicabilidade e precisão mesmo em cenários altamente dinâmicos.
Em segundo lugar, em ex aequo, foram distinguidos – ambos da Universidade de Aveiro – Gonçalo Martins, com uma plataforma de sensores totalmente passivos e sem necessidade de bateria, e Mariana Valente, com o desenvolvimento de uma antena de banda larga para radares through-wall, capaz de detetar pessoas através de paredes com elevada resolução. O terceiro prémio foi atribuído a Fábio Dias, do Instituto Superior Técnico, cujo trabalho se centra em soluções robustas de transmissão de dados para dispositivos Órgão-em-chip, uma tecnologia emergente que procura melhorar a testagem de fármacos e reduzir a dependência de ensaios em animais.
Já na categoria Student Award, o vencedor foi Gonçalo Lobo, estudante da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que apresentou uma arquitetura para permitir inferência totalmente encriptada em modelos de machine learning recorrendo a criptografia homomórfica — uma abordagem que possibilita o processamento de dados sensíveis sem comprometer a privacidade dos utilizadores.
A tarde integrou também um momento especialmente inspirador dedicado ao empreendedorismo. De forma descontraída e em registo de conversa aberta, Pedro Pinto, Head of Business Development – Tech da UPTEC e José Valente, cofundador e CEO da Azitek, uma startup incubada na UPTEC, partilharam com o público os percursos que construíram enquanto fundadores e líderes de projetos tecnológicos, refletindo sobre decisões difíceis, momentos de viragem e motivações que os movem. Além da partilha de testemunhos, fizeram igualmente parte do júri da competição.
27 novembro 2025

