
A NovaForensic, uma startup incubada na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, está a participar no projeto europeu TreatChase, uma iniciativa de cibersegurança com foco na luta contra os ataques de phishing – uma das formas mais comuns e perigosas de cibercrime. Nestes ataques, os cibercriminosos disfarçam-se de entidades confiáveis para enganar as vítimas e levá-las a partilhar informações sensíveis, como palavras-passe, dados bancários ou números de cartão de crédito.
Criada em 2021, a NovaForensic nasceu da experiência do seu fundador como investigador criminal, com o objetivo de responder a lacunas na área digital forense. A empresa quer afirmar-se como referência nacional e internacional na recuperação de dados digitais e investigação criminal tecnológica.
O projeto TreatChase pretende desenvolver uma plataforma inovadora que torne mais fácil e eficaz a prevenção e resposta a ataques de phishing, contribuindo para uma adoção mais generalizada de soluções de cibersegurança na Europa. Esta plataforma digital será composta, primeiramente, por um coletor de dados, responsável por reunir e organizar informações sobre tentativas de phishing, facilitando a pesquisa e análise de ameaças. Estará também incluído um módulo de deteção e análise, que identificará e analisará tentativas de ataque, ajudando a rastrear e compreender padrões de phishing, e um serviço de mitigação e notificação, que permitirá alertar e proteger rapidamente as vítimas, minimizando o impacto dos ataques.
Todos estes serviços serão acessíveis através de uma interface intuitiva, tanto para utilizadores como para programadores, permitindo a integração com outras ferramentas e plataformas. O objetivo é que a comunidade UPTEC, bem como os utilizadores em geral, beneficiem deste serviço e, acima de tudo, participem no projeto testando a plataforma que será desenvolvida em breve.
A NovaForensic vai assumir um papel central na comunicação, disseminação e validação prática da plataforma do TreatChase, através de testes práticos com utilizadores finais (alfa testers) e casos de uso reais, nomeadamente na área da investigação criminal digital. O financiamento atribuído à startup para o projeto ronda os 200 mil euros, inseridos num orçamento global de mais de 2 milhões de euros, cofinanciado pela União Europeia.



