A Neuraspace, uma startup incubada na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, levantou uma ronda de investimento de 15,6 milhões de euros para acelerar o desenvolvimento das suas soluções de Vigilância Espacial e Gestão de Tráfego Espacial.
“Este investimento assinala o início da próxima fase de crescimento da Neuraspace. Estamos a reforçar as capacidades soberanas da Europa em Vigilância Espacial, ao mesmo tempo que disponibilizamos os serviços operacionais baseados em inteligência artificial de que a próxima geração de missões comerciais, institucionais e de defesa irá necessitar”, assinala Chiara Manfletti, CEO da Neuraspace.
Fundada em 2020, a Neuraspace oferece uma plataforma SaaS avançada de Gestão de Tráfego Espacial (STM) baseada em Inteligência Artificial que automatiza e otimiza as operações em órbita para prevenir colisões de satélites.
Ao analisar grandes volumes de dados, a startup fornece avaliações de risco de colisão altamente precisas e em tempo real, além de sugestões automatizadas de manobras de desvio. Isto reduz drasticamente os falsos alarmes, minimiza os custos operacionais e protege ativos espaciais críticos.
No último ano, a Neuraspace registou um crescimento superior a 350% das receitas, monitorizando atualmente mais de 600 satélites de clientes comerciais e institucionais, entre os quais a Agência Espacial Europeia (ESA). Foi também uma das startups nacionais a ser selecionada para o acelerador NATO DIANA, juntamente com a Connect Robotics, outra empresa pertencente à comunidade UPTEC.
Os recursos angariados vão permitir à startup reforçar a plataforma de inteligência artificial, expandir a rede própria de sensores óticos e acelerar o desenvolvimento da Neuraspace DEF, uma tecnologia de uso dual direcionada para entidades governamentais e de defesa que oferece serviços de vigilância espacial mais resilientes.
O financiamento inclui 9,6 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e seis milhões de euros de investimento privado, numa ronda liderada pela Lince Capital, Explorer Investments e Armilar Venture Partners.



