Flighter
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Flighter
Plataforma agêntica que automatiza o alojamento de passageiros durante disrupções aéreas.
Plataforma agêntica que automatiza o alojamento de passageiros durante disrupções aéreas.

Empresa
FlighterFundadores
Ícaro Silva, Rui CostaAno
2024Website
E-mail
Centro
Asprela IIndústrias
SaaS & SoftwareInteligência Artificial & Machine Learning
RESUMO
A Flighter é uma plataforma nativa em IA para gestão de IROPS (Irregular Operations) que automatiza o alojamento de passageiros quando voos são atrasados, cancelados ou desviados. Fundada por um operador com quatro anos de experiência prática a coordenar manualmente hotéis para companhias aereas, a Flighter transforma um fluxo caótico — feito por telefone e folhas de cálculo — num sistema agêntico que deteta disrupções, reserva quartos, comunica com passageiros, emite pagamentos via cartões virtuais restritos e gera documentação de conformidade EU261, ponto a ponto, sem qualquer integração de TI exigida à companhia.
PROBLEMA
Quando um voo é atrasado, cancelado ou desviado, as companhias aéreas estão obrigadas pelo Artigo 9 do EU261 a alojar todos os passageiros — mas a maioria ainda gere este processo por call centres, WhatsApp, e-mail, e excel. Um hub de média dimensão como a Vueling em Barcelona reserva cerca de 50.000 quartos por ano para passageiros disrompidos, com taxas de no-show até 20% — uma fuga de €1–1,5M anuais num único aeroporto. As equipas de operações gastam horas a telefonar a hotéis, emitir vouchers à mão, reconciliar faturas e montar a posteriori a evidência de conformidade. Os passageiros esperam em filas no portão sem informação, os hotéis faturam mal, e a documentação fica incompleta quando os reguladores auditam. Resultado: as companhias gastam a mais em alojamento não utilizado, gastam a menos no cuidado efetivamente prestado, e arrastam exposição legal latente em cada disrupção.
SOLUÇÃO
Flighter opera como uma camada agêntica de operações entre companhias aéreas, hotéis e passageiros. Quando ocorre uma disrupção, a companhia carrega ou envia os dados de passageiros — sem qualquer integração de TI. A partir desse momento, o agente executa todo o fluxo de alojamento de forma autónoma: avalia a disrupção, geolocaliza quartos em função da composição e regras de grupo dos passageiros, e envia a cada passageiro um SMS personalizado com opções próximas curadas. O passageiro escolhe a partir do telemóvel; a reserva só é confirmada na aceitação, eliminando o desperdício de no-show que hoje infla os orçamentos das companhias em até 20%. O pagamento é emitido por cartão virtual restrito por reserva (MCC-bloqueado, uso único), com a fatura do hotel emitida diretamente à companhia, como exige o EU261. Cada passo — receção do manifesto, contacto, aceitação, reserva, pagamento, check-in — fica registado num trilho de auditoria EU261 pronto para reguladores.
O impacto é mensurável em três dimensões. Operacionalmente, uma disrupção que antes consumia quatro a seis horas resolve-se agora em minutos, sem humano no ciclo. Financeiramente, eliminar no-shows recupera €1–1,5M por hub principal por ano, antes de contabilizar horas extra reduzidas, menos reclamações de compensação e reconciliação mais rápida. Reputacionalmente, os passageiros recebem informação minutos após a disrupção em vez de esperarem em filas, elevando o NPS nos momentos em que as companhias estão mais expostas.
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